sexta-feira, 12 de abril de 2019

Não é uma despedida...

Puxou-me para si, como se aquilo fosse um adeus. Apertou-me o mais que pôde, o frio intenso do inverno, transformara-se no calor abrasador do verão...  Parecera-me que naquele abraço me dizia o que tinha sentido durante todos aqueles meses de silêncio, E que nunca teve coragem de dizer: "estes braços que estão em volta do teu tronco quente, pequeno e fraco proteger-te-ão até ao fim da tua vida, servirão como amparos todas as vezes que caíres".

As mãos, pousadas nas minhas costas, eram a força daquele sentimento. O coração com compassos inexistentes que eu sentira quando encostara a face ao seu peito era a proteção que nunca existira antes dele na minha vida. A boca que me beijara com tanto amor em  momentos de paz e alegria é a certeza omnisciente da sua presença na minha história. E os teus olhos lindos e ao mesmo tempo tão infantis e tão frágeis serão as testemunhas de um sentimento único, do amor mais puro e profundo que só pode acontecer em nossas vidas uma vez...  Ambos os corpos estavam calados e só o coração e a emoção falaram

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